O processo de desenvolvimento deste projecto divide-se em dois momentos principais. O primeiro compreende os meses de Setembro a Dezembro de 2009, e o segundo o período de Fevereiro de 2010 a Junho do mesmo ano.
O que distingue estes dois momentos é, na prática, o formato do estudo. No início do mês de Janeiro, conforme indica o cronograma delineado, chegará à Direcção Geral dos Serviços Prisionais Portugueses o pedido oficial para realização deste estudo no interior de determinados Estabelecimentos Prisionais. Assim, até essa altura, o trabalho centrar-se-á forçosamente na elaboração dos instrumentos de recolha de dados, nomeadamente, questionário e entrevistas. Posteriormente, e já com a autorização e abertura da DGSP, passar-se-á à aplicação prática desses mesmos instrumentos. O mês de Janeiro funcionará como o período de charneira entre as duas fases do processo de desenvolvimento deste projecto.
No total, existem quatro fases no processo de investigação. A primeira, que terminou em Novembro de 2009, consistiu na “Definição e Conceptualização do Projecto”. Foi nesta fase que se avaliou a motivação para o tema, se definiram as perguntas de investigação e as palavras-chave, se identificaram obstáculos e desafios, os objectivos, e os desafios logísticos, se recolheram dados do website da DGSP, e se elaborou a escrita inicial do índice provisório do enquadramento teórico.
A segunda fase compreende os meses de Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010, e consiste na “Elaboração dos Instrumentos de Recolha de Dados”. Neste período, especificamente no mês de Dezembro, prodeder-se-á às seguintes tarefas: análise dos dados recolhidos no website da DGSP; elaboração de inquérito por questionário a realizar à amostra de reclusos; elaboração de entrevista a realizar a dirigentes e representantes das entidades oficiais envolvidas (políticos, professores/formadores, assistentes sociais, psicólogos, etc.); e, elaboração de entrevista a realizar à rede social de apoio (familiares e amigos) dos reclusos que compõem a amostra seleccionada. Em Janeiro de 2010, passar-se-á à formalização do pedido de realização do estudo junto da Direcção Geral dos Serviços Prisionais, e à criação do vídeo explicativo com o título “O que é a Internet” que servirá de introdução à aplicação do questionário aos reclusos constituintes da amostra.
A terceira fase desta investigação centrar-se-á em dois momentos – primeiro, na “Aplicação dos Instrumentos de Recolha de Dados”; e segundo, na “Análise e Tratamento de Dados” –, e decorrerá de Fevereiro a Março de 2010. Assim, em fevereiro, realizar-se-ão as seguintes tarefas: entrevista a dirigentes e representantes das entidades oficiais envolvidas (políticos, professores, formadores, assistentes sociais, psicólogos, etc.); exibição do vídeo “O que é a Internet” a amostra de reclusos; inquérito por questionário a amostra de reclusos; entrevista à rede social de apoio (familiares e amigos) dos reclusos que compõem a amostra seleccionada. Imediatamente após a aplicação dos instrumentos de recolha de dados, realizar-se-á o tratamento e análise dos resultados obtidos.
Na quarta e última fase desta investigação realizar-se-á a “Redacção dos Conteúdos Finais”. Nesta, a principal tarefa realizada será, efectivamente, a escrita, baseada em toda a recolha e análise de dados que teve lugar na terceira fase.
Estão agendadas outras duas tarefas que enriqueceriam o estudo e respectivos resultados, mas cuja realização depende da forma como decorrerá o processo quer de aplicação dos intrumentos de recolha de dados quer o tratamento e análise desses mesmo dados. Esses dois momentos são:
• Actividade de grupo com amostra de reclusos: discussão sobre os benefícios/desvantagens da inserção da Internet nos estabelecimentos prisionais portugueses; e,
• Teste/aula de formação em Internet com grupo-piloto de reclusos, precedido de questionário para avaliação das competências adquiridas e da satisfação com a aquisição de novos conhecimentos e capacidades.
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